Um estudo holandês, conduzido pelo FuncSiE, um grupo de estudos paralelos do qual participaram vinte e dois hospitais nos Países Baixos, indica que, para pacientes com luxação de cotovelo sem fratura associada, a mobilização precoce dentro dos limites da dor foi efetiva, no curto prazo, para reduzir a incapacidade, diminuir dias de afastamento do trabalho, além de melhorar as amplitudes de movimento do cotovelo.
Após 1 ano, não houve diferença entre o grupo de pacientes que foi orientado a movimentar o cotovelo precocemente em comparação ao grupo que permaneceu imobilizado por três semanas. Não houve diferença entre os grupos no que diz respeito a alterações radiológicas verificadas 1 ano após o episódio de luxação.
O julgamento foi aprovado pela Medical Research Ethics Committees ou Local Ethics Boards de todos os centros participantes.
Leia o estudo na íntegra clicando aqui.
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O fisioterapeuta Rodrigo Py G. Barreto participou do Combined Sections Meeting (CSM), maior congresso científico de Fisioterapia dos Estados Unidos que é realizado anualmente e organizado pela Associação Americana de Fisioterapia (APTA).
A dor no ombro é um fenômeno multifatorial e na maioria das vezes é difícil afirmar exatamente a origem do problema. Existem diversas teorias relacionando desde fatores psicossociais (medo de movimento, hipervigilância e magnificação dos sintomas), biomecânicos (alterações de movimento) e anatômicos (lesões teciduais), mas o mais provável é que todos esses fatores assumam algum papel em conjunto para a apresentação clínica do paciente, alguns mais outros menos. Esse tópico se torna ainda mais desafiador e interessante quando se discute sobre a síndrome do impacto subacromial (SIS), pois é o diagnóstico mais frequente em pacientes que procuram atendimento devido à dor no ombro.
Desafiador pois quase nenhum teste especial consegue diferenciar as estruturas sendo estressadas no ombro e também porque há pouca concordância sobre quais atributos se deve considerar para o diagnóstico da SIS. Nessa situação, o paciente pode ser encaminhado para a realização de algum exame complementar e, com uma certa frequência, acaba realizando o exame de ressonância magnética, considerado um dos melhores exames para a avaliação de tecidos moles do ombro. Entretanto, há diversos estudos que avaliaram pacientes com dores em somente um dos ombros e que encontraram alterações de movimento e diminuição de performance no ombro que não apresentava sintomas. Seria possível encontrar resultados parecidos avaliando pacientes com dor em um dos ombros através de ressonância magnética?

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Esse foi o tema do trabalho apresentado pelo fisioterapeuta Rodrigo Py G. Barreto no Combined Sections Meeting (CSM), maior congresso científico da Fisioterapia nos Estados Unidos que é realizado anualmente e organizado pela Associação Americana de Fisioterapia (APTA). O estudo foi selecionado para apresentação oral e divulgou parte dos resultados de seu doutorado. Também destacou que há elevados índices de lesão tecidual nos dois ombros de todos os pacientes, inclusive no ombro que não apresentava sintomas. Alterações patológicas nos tendões do manguito rotador foram encontradas em quase 100% dos ombros avaliados, seguido de mais de 80% de alterações degenerativas na articulação acrômioclavicular e mais de 60% de aumento de fluido no espaço subacromial. Todas essas alterações foram encontradas nos dois ombros.
Os resultados desse estudo fornecem indícios de que anormalidades identificadas pela ressonância magnética têm relação limitada com os sintomas e que talvez seja melhor considerar a utilização desse exame para avaliação prognóstica ou identificar “red flags”. Para o tratamento fisioterapêutico, a ressonância tem utilidade limitada, pois através do tratamento fisioterapêutico não será possível mudar nenhuma das alterações patoanatômicas identificadas pelo exame. Ao invés disso, cabe ao fisioterapeuta avaliar alterações de movimento, usar manobras que ajudem a modificar os sintomas apresentados e educar o paciente sobre seu quadro clínico.
Todas essas informações fazem parte das discussões mais recentes sobre dor no ombro. É importante consultar profissionais que trabalhem de forma multidisciplinar e que estejam cientes dessas discussões para que o paciente não receba nenhum tratamento desnecessário ou ineficaz. A discussão científica e o comparecimento em congressos científicos são parte da rotina de profissionais atualizados para que se possa oferecer sempre o melhor tratamento possível.
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O Grupo de Cirurgia do Ombro da Santa Casa de Porto Alegre realiza treinamento de novas técnicas de cirurgia artroscópica de ombro no laboratório da USP em São Paulo.
Foram realizados reparo de ruptura do manguito rotador, lesões labrais, tenodese do bíceps e fixação artroscópica de luxação acromioclavicular.
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O Dr Fernando Mothes operou a paciente Gabriela Menna Barreto, jogadora da Seleção Brasileira de Paddle. A expectativa é que haja um retorno às quadras em 3 meses.
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Neste artigo discutimos a validade da classificação das erosões ósseas na luxação recidivante de ombro.
O paciente com instabilidade grave de ombro apresenta um grau variado de erosão da borda anterior da glenoide e da parte póstero-superior da cabeça umeral, mais conhecida como lesão de Hill Sachs, numa referência aos ortopedistas que descreverão-na.
A quantificação dessas erosões é importante pois, segundo diversos autores, erosões maiores que 25% da borda anterior da glena contraindicam o tratamento artroscópico da luxação. Mais recentemente tem se estudado a participação da lesão óssea da cabeça umeral na instabilidade. Ainda é controverso o quanto deste defeito (tanto na superfície quanto no volume) é necessário para produzir e potencializar a luxação do ombro.
Neste trabalho ficou evidenciado que o grau de concordância de ortopedistas especializados na quantificação da erosão óssea da glenoide é alto enquanto no defeito ósseo da cabeça umeral é baixo mesmo nas reconstruções tomográficas tridimensionais.
Acreditamos que futuramente surgirão novos métodos para medirmos com segurança as erosões ósseas da cabeça umeral como a prototipagem tridimensional.
Baixe aqui o artigo completo.
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Na busca da origem da instabilidade do ombro os autores levantam a possibilidade que o posicionamento da versão da glenóide possa ser um fator importante. Após avaliar 126 pacientes chegam a conclusão que o fato da glenóide ter uma versão mais para a frente (anterior) leva a uma instabilidade no ombro.
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Estudo australiano, publicado em Novembro de 2016, no Journal of Bone and Joint Surgery, avaliou 1533 pacientes que foram submetidos a cirurgia artroscópica de reparo do manguito rotador e determinou que pacientes submetidos a essa cirurgia e que, após 6 semanas de cirurgia, estavam “rígidos” (rotação externa < 20°) apresentaram melhor percentual de cicatrização do tendão suturado comparado a pacientes sem rigidez pós-operatória (7% versus 15%, respectivamente). Os resultados são importantes para a prática clínica, pois indicam que a rigidez pós-operatória não necessariamente é uma complicação, ou mau-resultado, mas sim uma condição que aumenta as chances de cicatrização dos tendões reparados.
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Este artigo aborda os métodos de mensurar a proeminência do processo coracoide e sua possível implicação no desenvolvimento de impacto coracoumeral e lesões do manguito rotador.
A mensuração no plano vertical da distância entre o ápice do processo coracoide e o tubérculo supra-glenoideo parece ser um medidor mais fidedigno desta relação e uma maior proeminência do processo coracoide têm relação com lesões do supraespinhal, por alterar a morfologia do arco coracoacromial.
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O Dr Fernando Mothes participou do 48º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia em Belo Horizonte – MG, na qualidade de palestrante, sobre casos de trauma no ombro. O congresso foi no formato arena aonde 4 palestras eram ministradas simultaneamente.
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O Dr. Fernando Mothes participou como monitor do Curso de 10 anos do Grupo de Ombro e Cotovelo do Hospital de Traumatologia e Ortopedia do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (HTO-INTO) no Rio de Janeiro nos dias 13 e 14 de outubro de 2016. No curso foram discutidas alternativas de tratamentos para casos graves de ombro e cotovelo.

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